O que está faltando?

1 05 2010

O que é, o que é?

O que é, o que é?

Mais uma vez venho ao encontro de vossas carniças referendadas senhorias em busca de tirar um 10 bonito conhecimento próprio e de provê-los com informações pertinentes a respeito de edição de texto. O blog já está ficando famoso, portanto vou brindá-los com uma pérola de nossa língua materna, aproveitando pra dar uma folga  pra mim mesmo pro  amigo Técnico.

Se você julga-se conhecedor da língua portuguesa, tente descobrir o que falta no texto:

“Sem nenhum tropeço posso escrever o que quiser sem ele, pois rico é o português e fértil em recursos diversos, tudo isso permitindo mesmo o que de início, e somente de início, se pode ter com impossível. Pode-se dizer tudo, com sentido completo, mesmo sendo como se isto fosse mero ovo de Colombo. Desde que se tente sem se pôr inibido pode muito bem o leitor empreendereste belo exercício, dentro do nosso fecundo e peregrino dizer português, puríssimo instrumento dos nossos melhores escritores e mestres do verso, instrumento que nos legou monumentos dignos de eterno e honroso reconhecimento.

Trechos difíceis se resolvem com sinônimos. Observe-se bem: é certo que, em se querendo esgrime-se sem limites com este divertimento instrutivo. Brinque-se mesmo com tudo. É um belíssimo esporte do intelecto, pois escrevemos o que quisermos sem o ‘E’ ou sem o ‘I’ ou sem o ‘O’ e, conformemeu exclusivo desejo, escolherei outro, discorrendo livremente, por exemplo sem o ‘P’, ‘R’ ou ‘F’, o que quiser escolher, podemos, em corrente estilo,r epetir um som sempre ou mesmo escrever sem verbos.

Com o concurso de termos escolhidos, isso pode ir longe, escrevendo-se todo um discurso, um conto ou um livro inteiro sobre o que o leitor melhor preferir. Porém mesmo sem o uso pernóstico dos termos difíceis, muito e muito se prossegue do mesmo modo, discorrendo sobre o objeto escolhido, sem impedimentos. Deploro sempre ver moços deste século inconscientemente esquecerem e oprimirem nosso português, hoje culto e belo, querendo substituí-lo pelo inglês.
Por quê? Cultivemos nosso polifônico e fecundo verbo, doce e melodioso, porém incisivo e forte, messe de luminosos estilos, voz de muitos povos, escrínio de belos versos e de imenso porte, ninho de cisnes e de condores. Honremos o que é nosso, ó moços estudiosos, escritores e professores. Honremos o digníssimo modo de dizer que nos legou um povo humilde, porém viril e cheio de sentimentos estéticos, pugilo de heróis e de nobres descobridores de mundos novos.”

Tá bom, eu sei que todos vocês são jênios universitários e esta foi fácil. Não se preocupem, tratei mais textos com construções interessantes.

Autor: Philip Melo


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